96 anos do 1° Registro Genealógico da Raça Normando No Brasil

96 anos do 1° Registro Genealógico da Raça Normando No Brasil

1 de agosto de 2019 0 Por Colaborador ACNB

No mês de agosto comemoramos 96 anos do 1º animal registrado no Brasil da raça Normando.

No HBB 1, em agosto de 1923, foi inscrita Balançoire, nascida em em 1920. Em 1924 foi registrada Reinette, (HBB 8), o primeiro animal nascido no Brasil a ser registrado.
ORIGEM

A raça é originária dos Departamentos de La Manche e Calvados, no sudoeste de Le Havre, península do Contentin, situada na Normandia, França, região de clima litorâneo, cujo solo é rico em cálcio.

Existem registros de que animais da raça Normanda foram trazidos para a região da Normandia pelos conquistadores Vikings nos séculos IX e X.

A raça é bastante antiga, embora seu melhoramento e “Herd Book” sejam relativamente recentes, tendo sua associação de raça criada em 1883 e foi reorganizada no ano de 1926.

O Normando é basicamente um tipo indígena, possivelmente com origem Viking, o qual foi cruzado com Shorthorn e bovinos das Ilhas do Canal da Mancha entre os anos de 1845 a 1860. Neste tempo a raça era afamada como uma das melhores de duplo propósito do mundo; sem dúvida o Shorthorn contribuiu para a precocidade e o melhoramento da qualidade de carcaça, o Jersey provavelmente contribuiu para a sua alta taxa de gordura. A face é convexa, como o Jersey, e provavelmente isto é devido a infusão de sangue que a raça teve no século XIX.

A infusão de sangue Shorthorn e Jersey aconteceu entre os anos de 1845-60.

CARACTERÍSTICAS

As características que se mantém no decorrer desses anos como o peso de carcaça, a fertilidade, longevidade, mansidão e sua habilidade materna, que possibilita desmamar produtos pesados sendo diferencial no cruzamento, mostram a sua adaptação ao nosso clima.
Além disso, pode ser explorado a qualidade do seu leite, que a diferencia na produção queijeira, possuindo também baixa intolerância.
Seu leite possui alta taxas de cálcio, nitrogênio e sólidos (dado pelas variantes proteicas presentes).
Estudos mostram que mais da metade do rebanho normando (quase 70%) possui naturalmente esses diferenciais e com auxílio da genômica já são identificados e selecionado esses animais.